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Ursula Rucker é uma cantora e compositora da Filadélfia, EUA, e uma das mais importantes referências do Spoken Word.

Spoken word é uma forma de arte literária ou uma performance artística em que as letras de músicas, os poemas ou as histórias são faladas ao invés de cantadas. O "Spoken word" é, geralmente, feito no fundo de músicas, mas a ênfase é mantida na pessoa que fala.

Ursula Rucker desde pequena iniciou a sua documentação do mundo que a rodeava, num bairro cercado de injustiças e violência. Licenciou-se em jornalismo na "Universidade de Temple" e manteve a sua escrita apenas para si até 1994, quando conheceu o produtor King Britt.

Em 2001, a cantora lançou o seu primeiro álbum, “Supa Sista”, com tonalidades de jazz, soul, hip-hop e drum-n-bass, considerado pela crítica em geral como um dos melhores álbuns do ano e um marco na história da música moderna. Conta com a participação de King Britt e 4Hero, além de Alexkid (músico e DJ francês) e Jonah Sharp.

Em suas canções e poemas fala das mulheres, dos negros e brancos, da sociedade contemporânea, das guerras, de tudo o que nos condiciona no dia-a-dia, sempre forma explícita e combativa, acompanhada de alguma polêmica.

What A Woman Must Do – Com a participação dos alemães do Jazzanova, Ursula mostra-se mais ativa, dissertando sobre a necessidade urgente da emancipação da mulher.

Raul Midón (44 anos) é um cantor norte-americano, do estado do Novo México. De descendência Latina e Africana, nasceu prematuramente em um hospital rural.

Midón combina sua voz distinta, com dedilhados complexos, batidas no violão e sons de trompete na boca para criar um estilo unico. É influenciado por praticamente todos os gêneros musicais como o jazz, blues, Rock, R & B e folk.

"Sunshine", do álbum "State of Mind" 2005


"Stand of mind", canção título do álbum lançado em 2005


Raul começou a carreira como backing vocal de artistas latinos consagrados, como Shakira, Alejandro Sanz, Julio Iglesias e Jose Feliciano. Depois de excursionar com Shakira, decidiu abandonar o posto de backing para seguir carreira solo e se mudou para Nova Iorque.

Após isso Midón fez a música Adam n' Eve n' Eve para os créditos finais do filme de Spike Lee para o público LGBT, "She Hate Me" (2004). Sua outra canção, "Everybody", foi destaque na trilha sonora do filme, "The Peaceful Warrior", estrelado por Nick Nolte.

"Don't Take It That Way" do seu mais recente álbum "Synthesis" (2009)


Donald Fagen é um cantor e multi-instrumentista norte-mamericano nascido no estado de New Jersey, EUA. Começou a carreira em 1971 criando a banda Steely Days. Na década seguinte seguiu para a carreira solo, o que pouco tempo depois lhe renderia vários prêmios como o de doutor honorário da Berklee College of Music e a homenagem no hall da fama do Rock and Roll pelo álbum gravado justamente na década de 70 com o Steely Dan.

Suas primeiras influências vêm do Rock e R&B, principalmente com Chuck Berry, mas após começar a frenquentar o "Newport Jazz Festival" e descobrir o som de nomes como Miles Davis,
Charles Mingus e Sonny Rollins tornou-se fã declarado do Jazz.

"IGY" do álbum "The Nightfly" (1982) é o primeiro grande sucesso de Donald em carreira solo. Essa música inclusive ficou no TOP 10 mundial durante várias semanas.


"What I Do" de seu ultimo álbum "Morph the Cat" (2006) é uma canção inspirada em seu amigo, Ray Charles, que após a morte faz Donald perguntar-se: O que eu faço?


Fagen faz uma música moderna onde é possível ouvir as características de vários estilos diferentes na mesma música. Ele imprime o Soul e o Pop, mas ao mesmo tempo faz-se perceptível as influências marcantes do Rock e do Jazz.

Eliane Elias é uma pianista e cantora brasileira, radicada nos EUA desde a década de 80 após uma turnê com o sensacional baixista de jazz Eddie Gomez. Gravou inúmeros discos, entre eles um dueto com Herbie Hancock. Após 1989, coneçou a cantar em suas gravações.

Contratada pela tradicional gravadora Blue Note, despertou a atenção da crítica com sua mistura entre jazz tradicional e ritmos e harmonias tipicamente brasileiros.

Suas principais referências são: Bud Powell e Art Tatum, de quem transcrevia os solos aos 12 anos de idade.

Nos Estados Unidos consolidou sua carreira de pianista de jazz, tendo gravado mais de dez discos, um deles dedicado a músicas de Tom Jobim. Já tocou com músicos consagrados como Michael Brecker, Joe Henderson, Toots Thielemans, Jack DeJohnette e Marc Johnson. Dentre os artistas brasileiros, tocou com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivan Lins, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, entre outros.

Eliane também é adepta aos novos estilos derivados do jazz como o acid jazz, lounge e smooth jazz, além de acrescentar todos esses elementos à música brasileira, principalmente à bossa nova.

"A Rã" - Live in Marseille

Sensacional performance em "The Time Is Now" com uma levada muito interessante do batera Satoshi Takeishi e uma bela harmonia do piano.
Lenine é mais um medalhão a entrar no blog, e olha que não foi por falta opções do segmento "alternativo", que é uma das minhas propostas. Acontece que esse cantor, compositor, músico e produtor pernambucano de 51 anos me impressiona a cada show ou música que escuto. O considero "Rei dos compassos alterados" (música que a contagem não é baseada naquele um, dois, três, quatro) e das misturas rítmicas brasileiras. Misturar Rock com Maracatu e ficar com cara de Soul não é tão fácil assim.

Veja: "Jack Soul Brasileiro"

A influência do cara vai desde Tchaikovsky e Chopin a Gil Evans e Hermeto Pachoal. Como produtor trabalhou com nomes como Maria Rita e Chico César. Mais tarde ganhou dois prêmios Grammy Latino: um pelo “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” com "Falange Canibal", e outro em 2009 na categoria melhor canção brasileira com "Martelo Bigorna". Suas músicas são constantemente incluídas como trilhas sonoras de novelas e filmes, e uma dessas, que destaca bem tudo que falei acima é "Do it (2005)", da novela "Belíssima".

Aqui temos uma contagem até 7 (7/4 musicalmente falando)

"Dizem que faço uma música que agrega manifestações musicais brasileiras e de outros cantos do mundo. Sons que não se encaixam em um único gênero e desconhecem limites. Eu concordo. Pelo menos, é o que tento!" - Lenine

"Hoje quero sair só"

Mas, depois de tudo isso penso: quem sou eu para falar de Lenine? Veja a matéria do "The New York Times" em 7 de Junho de 2000 - Brazil's Lenine:A Prince of Pop